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quinta-feira, 16 de junho de 2011

MARGARIDA

As margaridas são as flores que abrem mal nasce o dia, por isso foi-lhes dado o nome "olhos do dia". Na tradução do grego margarida significa "pérola". As margaridas brancas ou cor-de-rosa decoram os nossos canteiros e existe uma lenda relacionada com o seu aparecimento; uma menina pequenina sussurrou um pedido ao céu da noite:

"Oh estrelas! Por favor, queria que se transformassem em flores, para que eu pudesse brincar com vocês."

As estrelas reflectiram num orvalho matinal e quando a menina acordou, viu muitas margaridas prateadas no seu jardim. Então o Sol perguntou de manhã à margarida:"Estás feliz? Tens algum desejo?"


" Obrigado - respondeu a margarida - estou feliz. Mas deixa-me florescer todas as estações, para poder alegrar as crianças." Depois o Sol tocou na margarida com os seus raios solares e deixou no meio da flor um círculo amarelo.

Outra lenda diz que havia uma bonita donzela, que era perseguida por um homem velho há já algum tempo. Então, ela pediu proteção à natureza e esta transformou-a numa margarida. De acordo com uma lenda russa, as margaridas surgiram do colar de Lublava que se desfez, quando a donzela corria para os braços do seu amado Sadko.

Na Idade Média um cavaleiro, que se iria casar, gravou no seu escudo a imagem de uma margarida.

Ludovico IX, em honra da sua mulher margarida, ordenou que a flor fosse gravada na bandeira real e também no seu anel.

Muitas pessoas vêem a margarida como sendo o símbolo de bondade e de afecto. Em Inglaterra é adorada por muitos e glorificada em muitas canções.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Wisteria

É à sua elegância oriental que se deve a popularidade das glicínias. As flores são muito perfumadas e crescem em longos cachos na primavera e no verão, sendo seguidas de vagens semelhantes ao feijão-verde. Estas plantas lenhosas e caducifólias trepam por enrolamento e podem ser guiadas num arco ou pérgula resistentes ou contra uma parede. Duram muito tempo e tornam-se enormes se cultivadas num solo rico. Devem ser podadas duas vezes num ano para maximizar a floração. Exigem menos cuidados se forem cultivadas como árvore grande. Preferem solos húmidos com boa drenagem e sol ou sombra parcial. As hastes devem ser atadas para criar uma estrutura permanente. No verão, as hastes laterais devem ser reduzidas a 4-6 folhas ou a 15cm do caule principal. No Inverno devem voltar a ser reduzidas a 2/3 gomos.

ESCALLONIA

Folhas brilhantes e perenes e uma profusão de flores são os atractivos destes excelentes arbustos. Exibidas durante bastante tempo, sobretudo no verão, as flores são oblongas ou em forma de disco, em tons de branco, rosa ou vermelho. Não exigem grandes cuidados, crescem rapidamente e toleram a seca. Formam sebes robustas, resistentes aos ventos mas ficam igualmente bem como plantas solitárias ou no centro de um canteiro de arbustos ou misto. Ficam bem misturadas com a planta-do-fumo, lilases, hipericão e potentilas.

Preferem solo fértil com boa drenagem. Devem aparar-se levemente as hastes que estragam a forma do arbusto no meio ou no fim da Primavera. É conveniente aparar as sebes após a floração. Para multiplicar podem cortar-se estacas caulinares no início do verão, semilenhosas no fim do Verão ou lenhosas do fim do Outono ao Inverno.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

IPÊ AMARELO

Nome científico: Tabebuia chrysotricha
Nomes populares: ipê-amarelo, ipê-tabaco
Origem: Brasil
Família: Bignoniáceas
Luminosidade: sol pleno
Porte: Pode chegar a 8 metros de altura
Clima: quente e úmido
Copa: rala, com diâmetro um pouco maior que a metade da altura
Propagação: Sementes
Solo: fértil e bem drenado
Podas: recomenda-se apenas podas de formação
Originária do Brasil é a espécie de ipê mais utilizada em paisagismo. Durante o inverno, as folhas do ipê-amarelo caem e a árvore fica completamente despida. No início da primavera, entretanto, ela cobre-se inteiramente com sua floração amarela, dando origem ao famoso espetáculo do ipê-amarelo florido. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada.
Resistente, durável, exuberante, apreciada pela beleza de suas flores, a árvore é vista como símbolo da primavera

Texto João Mathias http://revistagloborural.globo.com

Consultor Paulo Ernani*
etembro marca a chegada da primavera, quando as flores começam a desabrochar com mais freqüência, colorindo campos e cidades. Simbolizada por diferentes plantas mundo afora, por aqui a estação tem o ipê-amarelo como seu representante, embora o título de árvore nacional seja atribuído ao pau-brasil. Muito utilizado na arborização de fazendas, sítios e espaços urbanos, o ipê tornou-se mais comum para os brasileiros e prenúncio da época de florescimento.

Entre as várias espécies de ipês existentes no país, com flores brancas, rosas e lilases, as de cor amarela não foram eleitas por acaso. Conta-se que a escolha partiu de autoridades militares, que se inspiraram na proximidade da abertura dos primeiros botões da variedade ao dia 7 de setembro, data em que se comemora a Independência do Brasil.

Há cerca de doze tipos de ipês com flor em tons amarelos espalhados pelo país. Apesar de não ser encontrada nos estados do Sul, a Tabebuia serratifolia predomina no restante do território nacional, enquanto a Tabebuia alba ocorre principalmente do Paraná ao Rio Grande do Sul. Mas todas têm nomes populares e regionais, de acordo com onde são cultivadas. Na Bahia e em Goiás, chama-se pau-d'arco-amarelo e taipoca. Em São Paulo é ipê-dourado, e, em Minas Gerais, ipê-do-cerrado ou, como também no Paraná, ipê-branco, por ser esbranquiçado o lado de baixo da folha.

Os gaúchos conhecem a espécie por ipê-mandioca, ipê-ouro, ipê-tabaco, ipê-vacariano ou ipê-da-serra, o mesmo que em Santa Catarina, onde ainda é chamada de ipê-mamono. Já no Nordeste, é identificada por pau-d'arco, craibeira e caraúba, planta que por lei estadual é flor-símbolo de Alagoas.

O reconhecimento do ipê não vem somente pela exuberância de sua beleza ou pela grossura de sua casca (característica que deu origem ao nome - em tupi, ipê significa árvore cascuda). Resistente e durável, a madeira é valorizada para aproveitamento em obras de construção civil e naval. É utilizada como matéria-prima para produção de tacos para assoalho, dormentes, mourões, vigas, eixos de roda de carroçaria, parquê e peças de marcenaria e carpintaria. No entanto, devido à grande procura pelos madereiros, essa condição transformou-se em ameaça à planta.

Um meio de preservar a espécie tem sido o aproveitamento de seu plantio em praças e em outros lugares públicos, além de preencher margens de ruas e estradas. Com boa tolerância à poluição urbana, a árvore proporciona um bonito efeito decorativo às cidades. Ainda é recomendada para reflorestamento e reposição de mata ciliar, desde que o terreno não esteja sujeito a inundações.

De tronco levemente tortuoso, com ramos grossos e irregulares e copa arredondada, o ipê pode atingir até 30 metros de altura. As regiões tropicais são o principal ambiente para o cultivo, mas a planta também conta com bom desenvolvimento em áreas de cerrado e caatinga.
COMO PLANTAR

SOLO: úmidos, profundos, com boa drenagem e textura argilosa
CLIMA: de preferência temperaturas entre 13 e 23 graus
ÁREA MÍNIMA: pode ser plantado em jardins
FLORESCIMENTO: em média, a partir de três anos após o plantio
CUSTO: mudas para reflorestamento custam 1 real e para paisagismo até 20 reais
Mãos à obra
INÍCIO - viveiros e lojas de jardinagem vendem mudas de ipê-amarelo. É a melhor opção para quem quer cultivar poucas unidades e para os menos experientes em plantio de árvores. As mudas são originadas de sementes, que ficam seis meses em sacos plásticos até a emergência. Com 20 centímetros de altura, estão prontas para o cultivo no local definitivo e custam cerca de 1 real. No entanto, para paisagismo há exemplares mais altos e com desenvolvimento mais vigoroso, que podem chegar a 20 reais cada.
PLANTIO - o ipê-amarelo não deve ser plantado sob o sol diretamente, nem em áreas com geadas, apesar de tolerar temperaturas baixas. Recomenda-se associar seu cultivo com outras plantas, como jequitibá e cedro. Plante preferencialmente em locais baixos, de solo úmido, profundo, boa drenagem e textura argilosa.
COVAS - as medidas dependem do tamanho da muda. O mínimo indicado é 20 x 20 x 20 centímetros, porém as covas podem ser abertas com 40 x 40 x 40, no caso de plantas mais altas. Deixe espaçamento de 3 x 3 metros entre linhas. Em alamedas, aumente a distância para 5 x 5 metros.
REPRODUÇÃO - o processo de reprodução inicia-se quando a árvore atinge três anos de idade. Como é uma espécie hermafrodita, o ipê-amarelo necessita de um agente polinizador para se reproduzir. O vento e a abelha mamangava são os principais responsáveis pela dispersão do pólen das flores.
USO - sem comprovação científica, o ipê da espécie Tabebuia alba é usado como remédio caseiro em algumas regiões do país, sobretudo no Nordeste. A entrecasca do caule serve para tratar gripes, resfriados e tem efeito diurético. A casca ajuda no combate a inflamações. Embora pouco difundido, até as flores podem ser consumidas cruas ou cozidas em saladas, caso a árvore não tenha sido tratada com agrotóxicos.
PODA - é necessário fazer podas no inverno. Faça limpeza para evitar nós entre os galhos e o surgimento de brotos no tronco, cujo desenvolvimento concorre com o crescimento da planta. A aplicação de podas de condução é boa para manter a árvore com porte menor.
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*Paulo Ernani é pesquisador da Embrapa Florestas, Estrada da Ribeira, km 111, Caixa Postal 319, CEP 83411-000, Colombo, PR, tel. (41) 3675-5643, ernani@cnpf.embrapa.br

Onde comprar: Centro de Produção de Mudas da Cati - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, Av. Brasil, 2340, CEP 13070-178, Campinas, SP, tel. (19) 3743-3832, cpmex@cati.sp.gov.br
Mais informações: IAP - Instituto Ambiental do Paraná, Rua Engenheiros Rebouças, 1206, CEP 80215-100, Curitiba, PR, tel. (41) 3213-3700