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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

T U L I P A S


TULIPAS CONFECCIONADAS POR FÁTIMA AMORIM

http://panoseart.blogspot.com/    


História das Tulipas

As Tulipas não podem ser cultivadas facilmente em climas tropicais, porque requerem uma estação fria do inverno para crescerem com sucesso. Porém já existem estufas especializadas onde é possível simular a temperatura ideal e fazê-las florescer mais cedo que normalmente.

No passado havia diversas técnicas para alterar as cores das tulipas, alterando naturalmente as camadas superiores e mais baixas dos pigmentos da flor. Foram criadas variadades históricas pelos tulipomaníacos holandeses, estes, infectavam tulipas com vírus "potyvirus", "aphids" de pessegueiros e "persicae de myzus", produzindo flores fantásticamente bonitas, porém fazia com que a planta infectada morresse rapidamente.

Atualmente, estas técnicas virais para modificações das cores das tulipas foram erradicadas completamente, e é possível obter cores variadíssimas, inclusive a cor negra, tarefa biologicamente muito difícil, mas obtida através dos offsets (enxertos) ou sementes. Se a planta é geneticamente clone da planta pai, o offset é a única maneira de ampliar o estoque para o cultivo de uma cor específica de tulipas, a Tulipa Negra, por exemplo.
Entretanto, os produtores de tulipas devem ser muito pacientes, qualquer inovação em uma cor padrão da tulipa exige estudo e inúmeros testes de laboratórios para se obter uma cor específica.
Cuidados com Tulipas

· Adquirindo o botão ainda fechado, as suas flores durarão muito mais.
· Para aumentar ainda mais a durabilidade do seu Arranjos de TulipasBouquet de Tulipas ou Vaso de Tulipas, mantenha-os em um local mais fresco possível, porém sempre com luminosidade indireta do sol. 
· As tulipas, por se adaptarem melhor ao clima frio, no lugar de regá-las com água natural, adicione 1 ou 2 pedras de gelo sobre o substrato, de manhã e à tarde, todos os dias. 
. No clima tropical brasileiro é difícil conseguir que a planta floresça mais de uma vez, mas com algumas técnicas, dá para tentar fazê-la dar flores pelo menos mais uma vez. O processo é demorado e um tanto complicado, porém confere um desafio compensador:

1 - Quando as flores da primeira floração murcharem, corte-as, inclusive as folhas. Retire os bulbos da terra, limpe-os levemente com uma escova macia e mantenha-os em local fresco e arejado por cerca de 3 meses, sem deixar que se molhem. 

2 - Passado esse período, plante-os num vasinho plástico com terra vegetal obedecida, sem estar encharcada. Embrulhe o vasinho num plástico e coloque-o na geladeira durante uns 6 meses (temperatura ideal entre 2 e 5 graus C), molhando quando necessário. 

3 - Passado esse tempo, é hora de tirar o vasinho da geladeira e levá-lo para um local fresco e com boa luminosidade por mais 2 meses, lembrando de manter a terra sempre úmida. 

4 - Depois disso, o vasinho deve voltar ao congelador, novamente embrulhado em plástico, onde vai permanecer por mais 6 meses. 

5 - Agora é hora de levar o vaso para um local iluminado. Se tudo der certo, a tulipa estará florida no período de trinta a cinqüenta dias. 

6 - Todo esse processo tem como objetivo simular as condições climáticas existentes no habitat natural das tulipas e que estimulam os bulbos a rebrotarem.
Significado das Tulipas

O significado principal da tulipa é o amor perfeito, as tulipas sempre dão um sentido de charme e elegância para qualquer ambiente.
As tulipas vermelhos são fortemente ligadas ao amor verdadeiro, enquanto a tulipa roxa simboliza quietude e paz, quando as tulipas amarelas uma vez representam o amor impossível ou a luz do sol generoso.
As tulipas brancas são vistas para reivindicar  valores ou emitir uma mensagem de perdão. 

Maiores informações: http://www.florencanto.com.br


Twitter - @fatima_amorim
Facebook - https://www.facebook.com/mfamorim

domingo, 9 de outubro de 2011

POR QUE AS FLORES TEM PERFUME?


A flor tem perfume para atrair animais que fazem a polinização, ou seja, espalham o pólen para a espécie poder se reproduzir. Ele é ‘fabricado' nas glândulas aromáticas localizadas no cálice (o bumbum da flor) ou próximas à pétala. O cheiro - que só exala quando ela está aberta - atrai bichinhos, como abelha e beija-flor, que se alimentam do néctar, a substância açucarada produzida pela planta. Ao sugar o néctar, o pólen gruda neles.
Cada uma tem cheiro específico para agradar determinado inseto ou ave. A flor de laranjeira, por exemplo, tem aroma doce para se manter rodeada de abelhas. Outras são consideradas fedidas pelos humanos e cheirosas pelos bichinhos, como a flor de jambolão, que tem cheiro de fruta madura para atrair morcego. A maioria exala odor o tempo todo, mas algumas só fazem isso quando escurece para chamar visitantes de hábitos noturnos, como a dama-da-noite, que busca a mariposa.
E AS FOLHAS?
Há folhas que também têm perfume, como manjericão, eucalipto, capim-cidreira. Algumas têm função definida, como a de citronela, que afasta insetos e pragas. O aroma é tão eficiente que fabrica-se óleo de citronela para ser usado como repelente. E o cravo-de-defunto tem cheiro que afasta pragas e serve para produzir inseticida.
CORES VARIADAS
Toda flor tem um recurso para atrair o bicho polinizador, mas nem sempre é o cheiro. Algumas, principalmente as que chamam a atenção de pássaros, têm cor forte e vibrante, mas não têm perfume. O mulungu-do-litoral, por exemplo, produz bonita flor vermelha que chama a atenção dos passarinhos.
É importante que seja colorida, porque se fosse toda verde, insetos e aves não conseguiriam identificá-la do alto, confundindo-a com as folhas das plantas. Antigamente nem toda flor era assim. Essa característica se desenvolveu aos poucos ao longo de milhares de anos, de acordo com as necessidades de cada espécie.

Saiba mais: http://www.dgabc.com.br

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Wisteria

É à sua elegância oriental que se deve a popularidade das glicínias. As flores são muito perfumadas e crescem em longos cachos na primavera e no verão, sendo seguidas de vagens semelhantes ao feijão-verde. Estas plantas lenhosas e caducifólias trepam por enrolamento e podem ser guiadas num arco ou pérgula resistentes ou contra uma parede. Duram muito tempo e tornam-se enormes se cultivadas num solo rico. Devem ser podadas duas vezes num ano para maximizar a floração. Exigem menos cuidados se forem cultivadas como árvore grande. Preferem solos húmidos com boa drenagem e sol ou sombra parcial. As hastes devem ser atadas para criar uma estrutura permanente. No verão, as hastes laterais devem ser reduzidas a 4-6 folhas ou a 15cm do caule principal. No Inverno devem voltar a ser reduzidas a 2/3 gomos.

ESCALLONIA

Folhas brilhantes e perenes e uma profusão de flores são os atractivos destes excelentes arbustos. Exibidas durante bastante tempo, sobretudo no verão, as flores são oblongas ou em forma de disco, em tons de branco, rosa ou vermelho. Não exigem grandes cuidados, crescem rapidamente e toleram a seca. Formam sebes robustas, resistentes aos ventos mas ficam igualmente bem como plantas solitárias ou no centro de um canteiro de arbustos ou misto. Ficam bem misturadas com a planta-do-fumo, lilases, hipericão e potentilas.

Preferem solo fértil com boa drenagem. Devem aparar-se levemente as hastes que estragam a forma do arbusto no meio ou no fim da Primavera. É conveniente aparar as sebes após a floração. Para multiplicar podem cortar-se estacas caulinares no início do verão, semilenhosas no fim do Verão ou lenhosas do fim do Outono ao Inverno.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

IPÊ AMARELO

Nome científico: Tabebuia chrysotricha
Nomes populares: ipê-amarelo, ipê-tabaco
Origem: Brasil
Família: Bignoniáceas
Luminosidade: sol pleno
Porte: Pode chegar a 8 metros de altura
Clima: quente e úmido
Copa: rala, com diâmetro um pouco maior que a metade da altura
Propagação: Sementes
Solo: fértil e bem drenado
Podas: recomenda-se apenas podas de formação
Originária do Brasil é a espécie de ipê mais utilizada em paisagismo. Durante o inverno, as folhas do ipê-amarelo caem e a árvore fica completamente despida. No início da primavera, entretanto, ela cobre-se inteiramente com sua floração amarela, dando origem ao famoso espetáculo do ipê-amarelo florido. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada.
Resistente, durável, exuberante, apreciada pela beleza de suas flores, a árvore é vista como símbolo da primavera

Texto João Mathias http://revistagloborural.globo.com

Consultor Paulo Ernani*
etembro marca a chegada da primavera, quando as flores começam a desabrochar com mais freqüência, colorindo campos e cidades. Simbolizada por diferentes plantas mundo afora, por aqui a estação tem o ipê-amarelo como seu representante, embora o título de árvore nacional seja atribuído ao pau-brasil. Muito utilizado na arborização de fazendas, sítios e espaços urbanos, o ipê tornou-se mais comum para os brasileiros e prenúncio da época de florescimento.

Entre as várias espécies de ipês existentes no país, com flores brancas, rosas e lilases, as de cor amarela não foram eleitas por acaso. Conta-se que a escolha partiu de autoridades militares, que se inspiraram na proximidade da abertura dos primeiros botões da variedade ao dia 7 de setembro, data em que se comemora a Independência do Brasil.

Há cerca de doze tipos de ipês com flor em tons amarelos espalhados pelo país. Apesar de não ser encontrada nos estados do Sul, a Tabebuia serratifolia predomina no restante do território nacional, enquanto a Tabebuia alba ocorre principalmente do Paraná ao Rio Grande do Sul. Mas todas têm nomes populares e regionais, de acordo com onde são cultivadas. Na Bahia e em Goiás, chama-se pau-d'arco-amarelo e taipoca. Em São Paulo é ipê-dourado, e, em Minas Gerais, ipê-do-cerrado ou, como também no Paraná, ipê-branco, por ser esbranquiçado o lado de baixo da folha.

Os gaúchos conhecem a espécie por ipê-mandioca, ipê-ouro, ipê-tabaco, ipê-vacariano ou ipê-da-serra, o mesmo que em Santa Catarina, onde ainda é chamada de ipê-mamono. Já no Nordeste, é identificada por pau-d'arco, craibeira e caraúba, planta que por lei estadual é flor-símbolo de Alagoas.

O reconhecimento do ipê não vem somente pela exuberância de sua beleza ou pela grossura de sua casca (característica que deu origem ao nome - em tupi, ipê significa árvore cascuda). Resistente e durável, a madeira é valorizada para aproveitamento em obras de construção civil e naval. É utilizada como matéria-prima para produção de tacos para assoalho, dormentes, mourões, vigas, eixos de roda de carroçaria, parquê e peças de marcenaria e carpintaria. No entanto, devido à grande procura pelos madereiros, essa condição transformou-se em ameaça à planta.

Um meio de preservar a espécie tem sido o aproveitamento de seu plantio em praças e em outros lugares públicos, além de preencher margens de ruas e estradas. Com boa tolerância à poluição urbana, a árvore proporciona um bonito efeito decorativo às cidades. Ainda é recomendada para reflorestamento e reposição de mata ciliar, desde que o terreno não esteja sujeito a inundações.

De tronco levemente tortuoso, com ramos grossos e irregulares e copa arredondada, o ipê pode atingir até 30 metros de altura. As regiões tropicais são o principal ambiente para o cultivo, mas a planta também conta com bom desenvolvimento em áreas de cerrado e caatinga.
COMO PLANTAR

SOLO: úmidos, profundos, com boa drenagem e textura argilosa
CLIMA: de preferência temperaturas entre 13 e 23 graus
ÁREA MÍNIMA: pode ser plantado em jardins
FLORESCIMENTO: em média, a partir de três anos após o plantio
CUSTO: mudas para reflorestamento custam 1 real e para paisagismo até 20 reais
Mãos à obra
INÍCIO - viveiros e lojas de jardinagem vendem mudas de ipê-amarelo. É a melhor opção para quem quer cultivar poucas unidades e para os menos experientes em plantio de árvores. As mudas são originadas de sementes, que ficam seis meses em sacos plásticos até a emergência. Com 20 centímetros de altura, estão prontas para o cultivo no local definitivo e custam cerca de 1 real. No entanto, para paisagismo há exemplares mais altos e com desenvolvimento mais vigoroso, que podem chegar a 20 reais cada.
PLANTIO - o ipê-amarelo não deve ser plantado sob o sol diretamente, nem em áreas com geadas, apesar de tolerar temperaturas baixas. Recomenda-se associar seu cultivo com outras plantas, como jequitibá e cedro. Plante preferencialmente em locais baixos, de solo úmido, profundo, boa drenagem e textura argilosa.
COVAS - as medidas dependem do tamanho da muda. O mínimo indicado é 20 x 20 x 20 centímetros, porém as covas podem ser abertas com 40 x 40 x 40, no caso de plantas mais altas. Deixe espaçamento de 3 x 3 metros entre linhas. Em alamedas, aumente a distância para 5 x 5 metros.
REPRODUÇÃO - o processo de reprodução inicia-se quando a árvore atinge três anos de idade. Como é uma espécie hermafrodita, o ipê-amarelo necessita de um agente polinizador para se reproduzir. O vento e a abelha mamangava são os principais responsáveis pela dispersão do pólen das flores.
USO - sem comprovação científica, o ipê da espécie Tabebuia alba é usado como remédio caseiro em algumas regiões do país, sobretudo no Nordeste. A entrecasca do caule serve para tratar gripes, resfriados e tem efeito diurético. A casca ajuda no combate a inflamações. Embora pouco difundido, até as flores podem ser consumidas cruas ou cozidas em saladas, caso a árvore não tenha sido tratada com agrotóxicos.
PODA - é necessário fazer podas no inverno. Faça limpeza para evitar nós entre os galhos e o surgimento de brotos no tronco, cujo desenvolvimento concorre com o crescimento da planta. A aplicação de podas de condução é boa para manter a árvore com porte menor.
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*Paulo Ernani é pesquisador da Embrapa Florestas, Estrada da Ribeira, km 111, Caixa Postal 319, CEP 83411-000, Colombo, PR, tel. (41) 3675-5643, ernani@cnpf.embrapa.br

Onde comprar: Centro de Produção de Mudas da Cati - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, Av. Brasil, 2340, CEP 13070-178, Campinas, SP, tel. (19) 3743-3832, cpmex@cati.sp.gov.br
Mais informações: IAP - Instituto Ambiental do Paraná, Rua Engenheiros Rebouças, 1206, CEP 80215-100, Curitiba, PR, tel. (41) 3213-3700